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Um pensamento :
"Leitor pacífico e bucólico,
Homem de bem e crente no destino,
Joga este blog saturnino,
blog orgíaco e melancólico.
Se o curso não fizeste um dia
Com Satanás, o esperto decano,
Irias ler-me por engano,
Como algum caso de histeria.
Mas se, sem deixar-te encantar,
Deveres descer os abismos,
Lê-me, que o poema irás amar.
Alma curiosa, em paroxismos,
Tem pena, se buscas paraíso.
Senão eu te anatematizo" ------c.b.-------
Eu Sou...
sincero , generoso , amigo , carinhoso , verdadeiro
E Também Sou...
chato , brincalhão , inconveniente , pessimista , sincero até demais , vingativo , intrasigente , orgulhoso
Eu Vejo...
as brumas avalon , stargate , moulin rouge ,duna , filhos de duna, mensagem para você , coração valente , senhor dos anéis , A duna , o amor é cego , o carteiro e o poeta , requiem para um sonho , noite alucinante , , Invasões barbaras , Big Fish , O carteiro e o poeta , Requiem para um sonho , kids , O principe das sombras, encontro marcado , Snatch , Do inferno - Filmes de Vampiro:Nosferatu
London After Midnight ,Dracula ,Mark of the Vampire,Dracula’s Daughter,
Horror Of Dracula ,The Brides of Dracula,
Dracula, Prince of Darkness,Dracula Has Risen from the Grave,
Taste the Blood of Dracula,Cownt Dracula,Scars of Dracula,
Dracula A.D. 1972,Cownt Dracula and His Vampire Bride,
A Dança dos Vampiros,Old Dracula,
Rock Horror Picture Show, Dracula,Dracula, Amor a Primeira Mordida,
A hora do espanto,
Fome de Viver,Vamp,
The Lost Boys,
Dracula de Bram Stoker,Entrevista com o Vampiro,
Um vampiro americano no Brooklin,
Vampirella,Um Drink no Inferno,Blade o Caçador de Vampiro,
Vampiros de John Carpenter,A sombra do morcego,
Dark Prince,Dracula 2000
Forsaken ,
Rainha dos condenados,
Blade II
Eu Ouço...
ac/dc , alanis , bad religion , blood valentine ,slipknot, slayer,prodigy, static-x ,Midnight Oil, saliva,greenday , offspring , sublime , mozart , chopin , bush , garbage , korn , blind guardian , metallica , no dought , system of a down , sun41, fenix tx ,dr.sin, hammerfall, cramberies, smashing pumpkins , shamam , angra , evanescense , irom maidem , suicidal tendencies , millencolin , mxpx , fenix tx , sugar ray , red hot chili peppers , blink 182 , box car race ,Helloween, sepultura , gun´s ´n´ roses , creed , moby , cold play , rancid , ozzy osbourne , raimundos , aqua ,The Sisters of Mercy, enya , face to face , white zombie,type-o-negative,the darkness,bush,audio slave, r.a.t.m., r.h.c.p.,cradle of fith
Eu Leio...
As brumas de avalon , ramses , a pedra da luz , a setima torre ,assim falou zaratrusta , as flores do mal , eu , o senhor da chuva , o senhor dos aneis , o silmarilion , o hobbit , o Setimo , os setes , Bento , entrevista com o vampiro , rainha dos condenados , lestat , o vampiro armand , os templarios guerreiro da luz , o principe, livros de filosofia , de poesia , edgar alan poe , lord byron Admito q já li harry potter , Margaret george, A historia do ladrão de corpos , Mennenoch , Pandora, Assim falou Zaratrusta.
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A vida além das Sombras
Março 18, 2008
![]() E como tudo isso é meio irônico, todos os deuses monoteístas, são em sua essência deuses bons, deuses do bem, deuses que pregam coisas boas, como igualdade, e são dessas religiões que vemos as maiores brigas e preconceitos com outras religiões, se isolando em grupos, atacando umas as outras, tornando sua cultura tão própria que coexistir com uma outra cultura se torna difícil pros menos preparados ou quase impossível. Enquanto isso, culturas politeístas, culturas que possuem deuses bons e maus, deuses da guerra, que não pregam o bem como essência, não possuem nomes para os que não pertencem a sua religião, não se dividem em grupos, sempre se misturando a outros, não tem em suas fileiras o fenômeno de ter grupos de pessoas que se pode considerar mais religiosa que outros, pois todos são religiosos por iguais, e todos os grupos de pessoas ao seu redor são tratados por iguais, mesmo quando se cultua uma entidade maligna por assim dizer, se trata os outros como iguais, independendo de sua cultura ou seu credo. Assim tenho para mim que no fundo de todo seguidor de uma fé monoteísta, carrega em si a semente da hipocrisia, acha que prega o bem de um d’us único, que diz que quem o segue é melhor de quem não segue, assim pregando por conclusão obvia o racismo, preconceito, e a não aceitação por completa de outros que não pertencem a ela, gerando guerras e conflitos por princípios culturais, que na verdade são princípios teológicos, gerados pela fé, e pela sua segregação de grupos pela religião. Mesmo que aceitem outras pessoas dentro de sua religião, mesmo que aceitem conviver com outros grupos culturais, ainda pregam e contribuem para uma segregação, alimentando as diferenças, e lutando para se manterem fechados como grupos únicos, e todos achando que carregam a verdade. E mais uma vez, as culturas politeístas se diferem nisso, aceitando a todos, ou melhor, enxergando a todos, pois aceitar seria algo que teria que concordar, e eles simplesmente acreditam que todos os deuses existem, mesmo acreditando em grupos de deuses, mesmo cultuando deuses de essência más ou deuses da guerra, não vão a guerra por motivos religiosos, ou por motivos culturais. Assim chego a conclusão que as culturas monoteístas existentes, e monoteístas se entende aquela que acredita que só existe apenas um d’us, não aquelas que seguem um único d’us mas acredita que outros existam, como o Taoísmo e Budismo, a conclusão que aqueles que cultuam apenas um único d’us bom, jamais irão viver em paz com quem cultua outro d’us bom, assim por lógica, concluo que nenhum dos dois seja bom, apenas deuses, ou suas culturas levaram seu credo tão ao extremo que se tornaram intolerantes, preconceituosos, e cegos pela fé, mesmo não acreditando nesse fato. E ainda concluo que o único jeito de se obter então a paz entre povos de culturas monoteístas, é os dois aceitando os deuses dos vizinhos, não so aceitando no teórico, convivendo com eles, mas aceitando no sentido de parar de dizer que se D’us é verdadeiro, e o único, dando nomes aos bois, usando deus no minúsculo, pois é uma palavra referente a um ser todo poderoso, uma palavra usada para caracterizar uma entidade, um fenômeno, e não é assim um nome, pois chamar seu deus, de deus, é retórico, e é falar que as outras culturas estão cultuando algo errado, é ofender assim todos os outros monoteístas, assim sendo seria mais sensato e faria mais sentido, se realmente quisessem viver em harmonia a todas as culturas, referirem ao seu deus, em sua língua primaria, na língua onde a religião nasceu, pois ali, e só ali, o seu deus é único, e somente para aquele povo, e em todas os outros lugares a palavra deus poderia voltar a ser algo conceitual, dando assim a todos um ar para se entender mutuamente, para ficar claro, que apesar de cultuar algo que para ele é único, não fala para todos os outros nas entrelinhas que eles estão errados, e os seus deuses são falsos, assim pregando a compreensão e a igualdade, e não mais a desigualdade, pois no fundo, todos os que fazem o contrario, pregam a desigualdade, assim as diferenças, que delas geram motivos para desentendimentos, e deles os conflitos, e me utilizo de uma frase bíblica para concluir, cada um colhe o que planta, e aqueles que plantam desigualdade e segregação, colhem intolerância e desafeto. E já dizia um sábio a muito tempo atrás , se não consegue conviver em harmonia com seus vizinhos, aceitando as outras culturas, não pregando que elas são falsas ou erradas, ou fazendo com que pareça que é assim que você pensa, ou viverá na insegurança ou terá que destruí-los. P.S.: Me utilizei da palavra D’us, por saber que muitas culturas não usam essa palavra, assim dando mais ênfase ao meu ponto de vista, e no fim, para concluir uso a palavra deus, pois não é um nome e sim uma referencia teórica a um ser/entidade. por Leonardo Carrasco Março 17, 2008
O homem por sobre quem caiu a praga Da tristeza do Mundo, o homem que é triste Para todos os séculos existe E nunca mais o seu pesar se apaga! Não crê em nada, pois, nada há que traga Consolo à Mágoa, a que só ele assiste. Quer resistir, e quanto mais resiste Mais se lhe aumenta e se lhe afunda a chaga. Sabe que sofre, mas o que não sabe É que essa mágoa infinda assim, não cabe Na sua vida, é que essa mágoa infinda Transpõe a vida do seu corpo inerme; E quando esse homem se transforma em verme É essa mágoa que o acompanha ainda! FIM Julho 17, 2007
![]() Maio 28, 2006
![]() Maio 23, 2005
Carlos Ferreira, O Baile das Múmias (1867) Silêncio! O baile dos mortos Vai agora começar! Das tumbas surgem gigantes Para o tremendo valsar... Já soberbos se agitaram Gênios que outrora habitaram Neste mundo como nós; Por seus cabelos poeirentos Os vermes passeiam lentos - Requintado adorno atroz!... - ![]() Tanto rumor de falsa glória, Só o silêncio é musical, Só o silêncio, A grave solidão individual, O exílio em si mesmo, O sonho que não está em parte alguma. De tão lúcido, sinto-me irreal. ![]() Fevereiro 11, 2005
![]() Novembro 22, 2004
Pai nossa que estais na Terra Simplificado seja o vosso nome Está em mim o vosso reino Que seja minha a vossa vontade Bendito ou maldito Se o que eu mato eu como O pão nosso de cada dia Dai sempre ao bom merecedor Não perdoai ao devedor Nem livrai o fraco do mal Com vosso poder habitai na alma dos fortes Senhor da máfia, deus dos deuses! Pai nosso da Terra Nada vos imploro, nada vos rezo Mantende comigo vossa espada Pai nosso da Terra! Livrai-me da maldição dos fracos AMÉM. Raul seixas - Pai nosso da terra 1981 Nessas noites quentes de verão E nem me importa que mil raios partam Qualquer sentido vago de razão Eu ando tão down Eu ando tão down Outra vez vou te cantar, vou te gritar Te rebocar pro bar E as paredes do meu quarto Vão assistir comigo a versão nova de uma velha história E quando o sol vier tocar a minha cara Com certeza você já foi embora Eu ando tão down Eu ando tão down Outra vez vou me esquecer Pois nessas horas pega mal sofrer Eu não sei o que meu corpo abriga Nessas noites quentes de verão E nem me importa que mil raios partam Qualquer sentido vago de razão Eu ando tão down Eu ando tão down Outra vez vou te cantar, te gritar Te rebocar do bar Da privada eu vou dar com a minha cara De panaca pintada no espelho E me lembrar sorrindo que o banheiro É a igreja de todos os bêbados Down, eu ando tão down Down, down, down Down, down, down Novembro 10, 2004
![]() H.P. LOVECRAFT
Outubro 20, 2004
![]() O mundo estar cercado , por cordas e mãos invisíveis q o colocam num estado de constante movimento, o que é hoje , pode ser seu extremo oposto amanha e nada é o que parece , mais é exatamente o que devia ser . O mundo é regido por uma natureza caótica , por uma sucessão de pequenos fatos que causam empactos de dimensões caóticas , uma pequena borboleta e seu singelo bater de asas , podem ser a causa de um tornado do outro lado do globo , pela simples variável de mudanças de vento , q o seu vou pode causar , um efeito borboleta de proporções inimagináveis , rege o mundo em que vivemos , o mundo é uma inimaginável sucessão de eventos aleatórios ligados entre si por simples fio de fatos temporais , que causam sua ligação , um simples passeio na praia , pode se tornar o fim de um fio , se uma pessoa q vai no mar se banhar para saciar o calor , tem um choque térmico e morre afogada , simples fatos , causam uma inimaginável e uma infinita variação de possibilidades , como dizem alguns , Deus escreve certo por linhas tortas , e como acrescentariam alguns , em uma língua morta a milhões de anos , de maneira incompreensível e enigmática . O mundo é o que é , o presente , só é o presente , por causa de infinitas pequenas coisas , que deram origem a uma cadeia gigantesca de fatos temporais lineares , com variações caóticas, ou seja , uma simples alteração de um pequeno fato no passado , poderia mudar completamente o mundo como conhecemos , imaginem se Jesus , tivesse morrido no parto a mais de 2000 anos atrás como estariam organizadas as religiões do mundo , ou se simplesmente Alexandre o grande ,resolvesse seguir os passos de seus mestres filósofos , como estaria hoje divida a Europa e o mundo ? ou ainda imaginem , se a vários anos atrás , você tivesse feito uma simples escolha diferente na sua vida , da qual você se arrepende ate hoje , como sua vida poderia ser completamente diferente de hoje ! Quem disse , que o presente , esta correto , que não poderia existir presentes melhores, que no passado você tivesse feito escolhas diferentes , pequenas escolhas , que poderia ter mudado o curso da sua vida do que é hoje , uma proposta de emprego , uma mudança de opinião , uma escolha de se mudar de um lugar pro outro , de terminar um relacionamento , ou uma simples escolha de ficar em casa , evitando algum fato ou acidente que poderia ter efeitos catastróficos ou simplesmente de imensa magnitude em sua vida ? O presente , só é o presente , porque assim o escolhemos , ou assim o ¿destino¿( a invisível mão que nos empurra pro desconhecido , ou sussurrante voz , que ao pé de nosso ouvido , nos diz e nos incita a tomar certas atitudes ) , nos levou e nos conduziu . e se pudéssemos voltar ao passado e fazer pequenas mudanças nele , será que o presente poderia ser melhor ou pior ? ou simplesmente seria diferente ! A lei da natureza , por assim dizer , é regida , por um eterno e harmonioso caos , que gera o que nos chamamos de presente , e conduz aquilo que nós chamamos de vida , assim sendo , a ordem , literalmente falada , não passa de um mero devaneio da mente humana , pra tentar acalmar nossas almas , da verdadeira realidade caótica o qual é o mundo em que vivemos ! Outubro 16, 2004
![]() Eu sou a areia da ampulheta O lado mais leve da balança Cão vira-lata amordaçado Fusca entre cadilacs Morador do lado errado Revólver de espoleta Mais um do bloco dos sabotados Da trovoada o pára-raios Dos trovões E lá vou eu , examinando espionando Vou tachado Sou pesado - empacotado rotulado lacrado e despachado numerado e condenado censurado e ultrajado Meu povo! Como nos deixamos cair em tamanha abjeção?? ![]() Outubro 5, 2004
Chares baudelaire Quando o céu plúmbeo e baixo pesa como tampa Sobre o espírito exposto aos tédios e aos açoites, E, ungindo toda a curva do horizonte, estampa Um dia mais escuro e triste do que as noites; Quando a terra se torna em calabouço horrendo, Onde a Esperança, qual morcego espavorido, As asas tímidas nos muros vai batendo E a cabeça roçando o teto apodrecido; Quando a chuva, a escorrer as tranças fugidias, Imita as grades de uma lúgubre cadeia, E a muda multidão das aranhas sombrias Estende em nosso cérebro uma espessa teia, Os sinos dobram, de repente, furibundos E lançam contra o céu um uivo horripilante, Como os espíritos sem pátria e vagabundos Que se põem a gemer com voz recalcitrante. Sem musica ou tambor, desfila lentamente Em minha alma uma esguia e fúnebre carreta; Chora a Esperança, e a Angústia, atroz e prepotente, Enterra-me no crânio uma bandeira preta. Setembro 29, 2004
![]() Se a cólera que espuma, a dor que mora N¿alma, e destrói cada ilusão que nasce, Tudo o que punge, tudo o que devora O coração, no rosto se estampasse; Se se pudesse o espírito que chora Ver através da máscara da face, Quanta gente, talvez, que inveja agora Nos causa, então piedade nos causasse! Quanta gente que ri, talvez, consigo Guarda um atroz, recôndito inimigo, Como invisível chaga cancerosa! Quanta gente que ri, talvez existe, Cuja a ventura única consiste Em parecer aos outros venturosa! ![]() Sou um estrangeiro, e há na vida do estrangeiro uma solidão pesada e um isolamento doloroso. Sou assim levado a pensar sempre numa pátria encantada que não conheço, e a sonhar com os sortilégios de uma terra longínqua que nunca visitei. Sou um estrangeiro para meus parentes e amigos. Quando encontro um deles, penso: "Quem é ele? Onde o encontrei? Que me une a ele? Por que me aproximo dele e o freqüento?" Sou um estrangeiro para minha alma. Quando minha língua fala, meu ouvido estranha-lhe a voz. Quando meu Eu interior ri ou chora, ou se entusiasma, ou treme, meu outro Eu estranha o que ouve e vê, e minha alma interroga minha alma. Mas permaneço desconhecido e oculto, velado pelo nevoeiro, envolto no silêncio. Sou um estrangeiro para o meu corpo. Todas as vezes que me olho num espelho, vejo no meu rosto algo que minha alma não sente, e percebo nos meus olhos algo que minhas profundezas não reconhecem. Quando caminho nas ruas da cidade, os meninos me seguem, gritando: "Eis o cego, demos-lhe um cajado que o ajude." Fujo deles. Mas encontro outro grupo de raparigas que me seguram pelas abas da roupa, dizendo: "É surdo como uma pedra. Enchamos seus ouvidos com canções de amor e desejo." Deixo-as, correndo. Depois, encontro um grupo de homens que me cercam, dizendo: "É mudo como um túmulo, vamos endireitar-lhe a língua." Fujo deles com medo. E encontro um grupo de velhos que apontam para mim com dedos trêmulos, dizendo: "É um louco que perdeu a razão ao freqüentar as fadas e os feiticeiros." Sou um estrangeiro, e já percorri o mundo do Oriente ao Ocidente sem encontrar minha terra natal, nem quem me conheça ou se lembre de mim. Acordo pela manhã, e acho-me prisioneiro num antro escuro, freqüentado por cobras e insetos. Se sair à luz, a sombra do meu corpo me segue, e as sombras de minha alma ma precedem, levando-me aonde não sei, oferecendo-me coisas de que não preciso, procurando algo que não entendo. E quando chega a noite, volta para casa e deito-me numa cama feita de plumas de avestruz e de espinhos dos campos. Idéias estranhas atormentam minha mente, e inclinações diversas, perturbadoras, alegres, dolorosas, agradáveis. À meia-noite, assaltam-me fantasmas de tempos idos. E almas de nações esquecidas me fitam. Interrogo-as, recebendo por toda a resposta um sorriso. Quando procuro segura-las, fogem de mim e desvanecem-se como fumaça. Sou um estrangeiro neste mundo. Sou um estrangeiro, e não há no mundo quem conheça uma única palavra do idioma da minha alma. Caminho pela selva inabitada, e vejo os rios correrem e subirem do fundo do vale ao cume da montanha. E vejo as árvores desnudas se cobrirem de folhas, e florirem, e frutificarem, e perderem suas folhas num só minuto. Depois, suas ramas caem no chão e se transformam em cobras pintalgadas. E as aves do céu voam, pousam, cantam gorjeiam e depois param, abrem as asas e viram mulheres nuas, de cabelo solto e pescoços esticados. E olham para mim com sensualidade. E estendem suas mãos brancas e perfumadas. Mas, de repente, estremecem e somem como nuvens, deixando o eco de risos irônicos. Sou um estrangeiro neste mundo. Sou um poeta que põe em prosa o que a vida põe em verso, e em versos o que a vida põe em prosa. Por isto, permanecerei um estrangeiro até que a morte me rapte e me leve para minha pátria... Setembro 12, 2004
![]() Não entenderás nunca os motivos que me fizeram atravessar A grande noite, a fria noite e a tua indiferença. Vim porque a minha hora estava se tornando longa demais; E o frio já me gelava Vim porque o escuro estava pesando sobre os meus olhos E o meu ser estava encolhido, longe da morte e da vida Longe de tudo! Vim porque não podia, porque era um condenado Porque precisava de ti. Vim porque me prometeste um dia o sossego e eu acreditei nas tuas palavras. Vim porque não podia mais! Sei porém que és pior do que o escuro e o frio Sei que és mais terrível do que a solidão Sei que és o meu próprio vazio E que o teu mundo não é o meu. Sei o que pensaste quando me viste entrar. Eras a minha ilusão final Hoje nem mais meu desespero tu és. Minhas palavras te são indiferentes Eu te sou indiferente. Mas antes de partir quero te dizer adeus! Quero demorar-me sobre o teu túmulo porque é o meu túmulo Quero chorar sobre o teu corpo porque é meu corpo Quero demorar-me um minuto ao teu lado Porque és eu mesmo, oh! Minha sombra, meu engano e minha dor! ![]() ....."Uma das maiores bênçãos do mundo, creio eu, é a incapacidade que tem a mente humana de correlacionar todos os seus conhecimentos. Vivemos numa plácida ilha de ignorância, em meio a negros mares de infinitude, e o Criador não pretendeu que viajássemos até muito longe. As ciências, cada qual se esforçando em sua própria direção, até agora causaram-nos pouco dano; mas algum dia, a concatenação de conhecimentos dissociados há de descortinar panoramas tão terrificantes da realidade, e de nossa pavorosa posição nela, que ou a revelação nos enlouquecerá ou fugiremos da luz fatal para a paz e a segurança de uma nova Idade das Trevas." Setembro 1, 2004
![]() Livre, afinal! ela está morta! Posso beber o tempo inteiro. Quando eu voltava sem dinheiro, Se ouviam gritos logo à porta. Sou tão feliz quanto é um rei; O ar é puro, o céu adorável... Era um verão incomparável Quando por ela me encantei! A sede atroz que me põe louco Para saciá-la exigiria O que de vinho caberia Em sua tumba. E não é pouco: Atirei-a ao fundo de um poço, E eu mesmo pus, para cobri-la, De suas bordas toda a argila. - Hei de esquecê-la, se é que posso! Em nome das eternas juras, Pois nada pode afastar, E para nos reconciliar Como no tempo das aventuras, Eu lhe implorei uma entrevista, À noite, numa estrada escura. Ela veio! ¿ a louca criatura! Talvez em nós um louco exista! Ela era então ainda garrida, Embora exausta e já sem viço! quanto eu a amava! e foi por isso Que lhe ordenei: Sai desta vida! Ninguém me entende. Algum canalha, Dentre esse ébrios enfadonhos, Conceberia em seus maus sonhos Fazer do vinho uma mortalha? Essa devassa indiferente, Como qualquer engenho hodierno, Jamais, no verão ou no inverno, Sentiu do amor o apelo ardente, Com suas negras seduções, Seu cortejo infernal de horrores, Seus venenos e dissabores, Seus timbres de ossos e grilhões! - Eis-me liberto e a sós comigo! Serei à noite um ébrio morto; Sem nenhum medo ou desconforto, Farei da terra o meu abrigo, E ali dormirei como um cão! Podem as rodas da carroça, Cheia de entulho e lama grossa, Ou um colérico vagão Esmagar-me a fronte culpada Ou cortar-me ao meio, que ao cabo Eu zombo de tudo, do diabo, De Deus ou da Ceia Sagrada! ![]() Agosto 19, 2004
![]() Agosto 16, 2004
O amor antigo vive de si mesmo não de cultivo alheio ou de presença. Nada exige nem pede. Nada espera, mas do destino vão nega a sentença. O amor antigo tem raízes fundas, feitas de sofrimento e de beleza. Por aquelas mergulha no infinito, e por estas suplanta a natureza. Se em toda parte o tempo desmorona aquilo que foi grande e deslumbrante, o antigo amor, porém, nunca fenece e a cada dia surge mais amante. Mais ardente, mas pobre de esperança. Mais triste? Não. Ele venceu a dor, e resplandece no seu canto obscuro, tanto mais velho quanto mais amor. Eu me fechei na escuridão Sangrento era o corpo em minhas mãos Comprei a arma só pra te assustar Minha intenção não era de te matar Eu a arrastei até o cemitério Seus olhos brancos eram cadavéricos Eu me fechei na escuridão Eu lavei o sangue seco em minhas mãos O que eu sinto é algo tão intenso Eu precisava saber como ela era por dentro O que eu sinto é algo tão intenso Eu só queria saber como ela era por dentro Sinto o remorso quer me sufocar O cheiro de morte infestava o lugar Comprei a arma só pra te assustar minha intenção nunca foi de te matar Eu arrastei até o cemiterio Seus olhos brancos era cadavéricos Mostrei a puta o que se cava enterra Joguei ela no chão e abri suas pernas O que eu sinto é algo tão intenso Eu precisava saber como ela era por dentro O que eu sinto é algo tão intenso Eu só queria saber como ela era por dentro Eu vou amar você pra sempre Eu sei, eu sou doente Eu vou amar você pra sempre Não precisa responder, eu sei, eu sou doente Eu sempre achei você demais O meu problema era com seus pais Mostrei a puta o que se cava enterra Joguei ela no chão e abri suas pernas Sinto remorso quer me sufocar O cheiro de morte infestava o lugar Seu nome era necrofilia Minha percepção de amor é doentia Agosto 7, 2004
![]() pra postar nesses ultimos dias não ! mas aqui ta mais um classico da literatura : Versos Íntimos - Augusto dos Anjos Vês! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão ¿ esta pantera ¿ Foi tua companheira inseparável! Acostuma-te à lama que te espera! O Homem, que, nesta terra miserável, Mora entre feras, sente inevitável Necessidade de também ser fera. Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja. Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija! Agosto 2, 2004
![]() Agora me deixem tranqüilo. Agora se acostumem sem mim. Eu vou cerrar os meus olhos. Somente quero cinco coisas, cinco raízes preferidas. Uma é o amor sem fim. A segunda é ver o outono. Não posso ser sem que as folhas voem e voltem à terra. A terceira é o grave inverno, a chuva que amei, a carícia do fogo no frio silvestre. Em quarto lugar o verão redondo como uma melancia. A quinta coisa são os teus olhos, minha, bem-amada, não quero dormir sem teus olhos, não quero ser sem que me olhes: eu mudo a primavera para que me sigas olhando. Amigos, isso é quanto quero. É quase nada e quase tudo. Agora, se querem, podem ir. Vivi tanto que um dia terão de por força me esquecer, apagando-me do quadro-negro: meu coração foi interminável. Porém, porque peço silêncio não creiam que vou morrer: passa comigo o contrário: sucede que vou viver. Sucede que sou e que sigo. Não será, pois lá bem dentro de mim crescerão cereais, primeiro os grãos que rompem a terra para ver a luz, porém a mãe terra é escura: e dentro de mim sou escuro: sou como um poço em cujas águas a noite deixa suas estrelas e segue sozinha pelo campo. Sucede que tanto vivi que quero viver outro tanto. Nunca me senti tão sonoro, nunca tive tantos beijos. Agora, como sempre, é cedo. Voa a luz com suas abelhas. Me deixem só com o dia. Peço licença para nascer. ![]() ![]() Talvez Ela me faça perdoar as ambições continuamente esmagadas, - que um fim azado repare os tempos de indigência,- que um dia de êxito nos adormeça sobre a vergonha de nossa fatal inabilidade, (Ó palmas! diamante! - Amor, força! - mais alto que todas as alegrias e glórias! - de qualquer modo, em toda parte, - Demônio, deus, - Juventude deste ser que sou eu!) Que os acidentes da magia científica e os movimentos de fraternidade social sejam apreciados como a restituição progressiva da liberdade primeva?... Mas a Vampira que nos faz gentis ordena que nos divirtamos com o quanto nos deixa, ou então que sejamos ainda mais palermas. Rolar nas feridas, no ar exausto e no mar; nos suplícios, pelo silêncio das águas e do ar assassinos; nas torturas que riem, em seu silêncio atrozmente encrespado. A Morte-Cruz e Souza Oh! que doce tristeza e que ternura No olhar ansioso, aflito dos que morrem... De que âncoras profundas se socorrem Os que penetram nessa noite escura! Da vida aos frios véus da sepultura Vagos momentos trêmulos decorrem... E dos olhos as lágrimas escorrem Como faróis da humana Desventura. Descem então aos golfos congelados Os que na terra vagam suspirando, Com os velhos corações tantalizados. Tudo negro e sinistro vai rolando Báratro abaixo, aos ecos soluçados Do vendaval da Morte ondeando, uivando... Agosto 1, 2004
![]() Syphon your blood to me Feel my wounds of your God Forever reign immortality I smell of death, I reek of hate I will live forever Lost child, pain of death Bleeding screams of silence In my veins your eternity I'll kill you and your dreams tonight Begin new life Bleed your death upon me Let your Bloodline feed my youth First breath 'fore I come alive Learn to kill Blood thirst the ways you feed your hunger Dark shy has no rival test your faith in blood Nightime as hunting packs of feeding frenzy I'll kill you and your dreams tonight Begin new life Bleed your death upon me Let your Bloodline feed my youth I am the first after last Commune by a single kiss Betray eternally I'll rip inside your soul Contaminating the world Deviding Godless sun Black art to face your death There will be a hit for me King Take the flesh of life itself Prepare to reign a thousand years I'll kill you and your dreams tonight Begin new life Bleed your death upon me Let your Bloodline feed my youth Bleed your death upon me Bleed your death upon me Bleed your death upon me Let your Bloodline feed my youth |
Um Epitáfio:
Por Álvares de Azevedo-
Perdão, meu Deus, se a túnica da vida...
Insano profanei-a nos amores!
Se da c'roa dos sonhos perfumados
Eu próprio desfolhei as róseas flores!
No vaso impuro corrompeu-se o néctar,
A argila da existência desbotou-me...
O sol de tua gloria abriu-me as pálpebras,
Da nódoa das paixões purificou-me!
E quantos sonhos na ilusão da vida!
Quanta esperança no futuro ainda!
Tudo calou-se pela noite eterna...
E eu vago errante e só na treva infinda...
Alma em fogo, sedenta de infinito,
Num mundo de visões o vôo abrindo,
Como o vento do mar no céu noturno
Entre as nuvens de Deus passei dormindo!
A vida é noite! o sol tem véu de sangue...
Tateia a sombra a geração descrida!...
Acorda-te, mortal! é no sepulcro
Que a larva humana se desperta à vida!
Quando as harpas do peito a morte estala,
Um treno de pavor soluça e voa...
E a nota divinal que rompe as fibras
Nas dulias angélicas ecoa!
Um pequeno conto :
por:EVOQA
Quebre meus ossos
Fure meus olhos
Rasgue minha pele
Corte minha língua
e ainda estará longe
de destruir meu desejo de viver
Tire-me tudo
Tire-me a vida
Tire-me o passado
Tire-me o presente
meu futuro não depende de você
Sou o que faço de mim
Sou aquilo que crio
Quando tudo tiver ido embora
Ainda restará o que é mais importante
Há certos valores e princípios
contra os quais você não pode lutar
Você tenta me moldar
me derruba e agride quando estou no chão
Tenta me afogar em meu próprio sangue
Mas no fim sempre me levanto
Tonto e exausto, embora tranqüilo
Esperando pelo próximo golpe
Não canso de apreciar
sua expressão de surpresa
Não é fácil para mim
Mas é muito mais difícil para você
Afinal, esta é uma batalha
que não pode vencer
Eu vivo o que acredito !
um soneto :
Por:Goulart Gomes
Já te comi com os olhos e com as mãos
antropofagia étnica, incesto de irmãos
sei que não raspas teus púbicos pelos
corta-os baixinhos, aparas os cabelos
Conheço cada ondulação da tua bunda
onde teu ventre se alarga e onde se afunda
qual dos teus seios tem maior volume
e como a tua ira de gozo se assume
Ao banho, onde primeiro tocas o sabonete
a quantas fricções respiras em falsete
deixando a água ser um outro, teu
E se em tua corte fui só mais um bobo
trago comigo um real consolo:
quem mais te possuiu fui eu !
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